Deputados socialistas abandonam Assembleia Municipal extraordinária

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A maioria dos deputados socialistas que integra a Assembleia Municipal de Arganil abandonou esta manha a Assembleia extraordinária com vista a encontrar “medidas de combate á desertificação e á promoção do desenvolvimento sustentado”, que os mesmos sugeriram o ano passado, por não estarem de acordo com o “figurino” da referida Assembleia. A sessão começou com a apresentação de alguns indicadores estatísticos de caracterização do concelho de Arganil por parte da técnica superior Carmo Neves, contando em seguida com a intervenção de Ricardo Pereira Alves, presidente da autarquia, que apresentou aspectos relacionados com a gestão autárquica. Posteriormente coube a Helena Freiras, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Território, dar a conhecer o Programa Nacional de Coesão Territorial, seguindo-se as intervenções de Maurício Marques (PSD) e João Gouveia, (PS) deputados na Assembleia da Republica e dos representantes distritais de Coimbra Vladimiro Vale, (PCP) e Paulo Coelho (PEV). Ora, foi precisamente contra este modelo de funcionamento da referida Assembleia, que os deputados socialistas se insurgiram, acabando por abandonar a sala. “Estou verdadeiramente surpreso e chocado”, começou por declarar Eugénio Fróis, recordando que insistiu na marcação desta Assembleia Municipal “á mais de um ano, fomos adiando e acabei por assistir a uma belíssima palestra”. Aludindo, entretanto às intervenções quer da técnica superior da autarquia Carmo Neves, quer do presidente da autarquia, Ricardo Alves, o deputado socialista afirmou que “o que me parece é que Arganil está longe de ter esse quadro rosa que foi aqui pintado”, frisando que “ao ouvirmos falar nesta realidade, os Senhores perguntar-se-ão o que vieram cá fazer”. “Mas esta não é a nossa realidade”, declarou, acrescentando que nesta Assembleia Municipal o que “seria expectável era a criação de um conjunto de ideias e o mínimo é que este figurino instituído hoje fosse consensual”. Assegurando que “não faço um papel de figurante”, o deputado socialista, considerou que “não há condições para debater com seriedade este assunto, com o tempo que nos resta”, exortando o presidente da Assembleia Municipal, Avelino Pedroso, a fazer um “discurso de encerramento”, sugerindo que marcasse nova Assembleia Municipal “quando oportuno”. Não obstante esta exortação, os trabalhos continuaram com algumas intervenções por parte dos deputados do PSD, ao que Arménia Coimbra reiterando a intervenção de Fróis “voltou a insistir que queremos discutir este tema de forma séria, com tempo e resultante da intervenção que o PS preparou para o debate de hoje”. “Os representantes da nação poderiam ouvir as nossas intervenções”, afirmou, referindo-se aos deputados da Assembleia da Republica e lideres parlamentares presentes. “Queremos debater este assunto mas queremos inverter esta forma de debate”, declarou a líder da bancada socialistadsc_8413 acrescentando que “devia ser ouvido quem cá reside e quem cá trabalha, para que dessem conhecimento desta nossa realidade aos palestrantes”. Ainda assim e no final, Avelino Pedroso considerou que “houve correspondência em relação às expectativas com este tema”, agradecendo a todas “as pessoas que deram o seu contributo, num tema tão importante para nós e para o nosso concelho”. O presidente da Assembleia Municipal registou porem a sua “profunda tristeza pelo abandono dos deputados do PS”, enumerando em seguida os elementos que irão integrar um grupo de trabalho no sentido de redigirem as conclusões desta Assembleia.