União Recreativa e Musical Pomarense inactiva por falta de número suficiente de músicos

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Filarmonica PomaresPela primeira vez na história da União Recreativa e Musical Pomarense, constituída em 1945, a Banda não tem executantes suficientes para dar seguimento ao fim para o qual foi criada, ou seja, para se apresentar publicamente. Assim sendo e apesar de terem sido eleitos novos corpos sociais, no início de Julho, em Assembleia Geral extraordinária, a Banda tem estado inactiva durante grande parte desde ano, uma vez que o ultimo presidente de direcção – Armando Gama – não se quis recandidatar, acabando por criar durante alguns meses um vazio directivo, só ultrapassado quando José da Conceição Luís, decidiu apresentar uma lista. O anterior vice-presidente da direcção da Banda, “entendeu por bem”, que “uma Filarmónica como esta não podia acabar”, como tal, sublinhou, “achei que devia dar um contributo para mais uma colectividade da minha aldeia”, frisando porém, que, “só eu não chego, contamos com o apoio de todos os Pomarenses, não é preciso só gostar da Banda, temos que estar com ela nas partes boas e nas más e eu estou nas duas”. O dirigente, que também integra uma das listas candidatas á Junta de Freguesia de Pomares, recorda que “agora temos o período das autárquicas, da campanha eleitoral”, afiançando no entanto que “mal termine pretendo fazer uma reunião com todos os elementos para ver o que é que podemos fazer, para que a nossa Filarmónica até ao fim do ano se encontre a funcionar”. “Espero conseguir juntar todos os músicos, que aqueles que saíram que regressem, para depois arranjarmos um maestro que agora não temos, pois não se justifica termos um maestro se não temos executantes suficientes”, adianta o também presidente da direcção da Sociedade de Melhoramentos de Pomares, afirmando que “o principal objectivo da direcção, é que a Banda volte a ser o que era” e para isso, declara, “os músicos que saíram têm que querer voltar á sua Casa”. “O essencial é adquirir os elementos que saíram para termos o maestro, encher a Casa para depois podermos trabalhar”, reforça ainda o também empresário, estabelecido em Lisboa á largas décadas, mas que faz questão de regressar todos os fins-de-semana a Pomares, freguesia á qual está ligado pela via do casamento.