Rui Silva preocupado com o levantamento dos prejuízos dos incêndios no concelho de Arganil

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IMG_1858O sistema de recolha dos prejuízos, que os munícipes do concelho de Arganil tiveram, com os incêndios ocorridos em meados do corrente mês, está a preocupar Rui Silva, vereador socialista, que aproveitou a reunião de Câmara para interpelar o presidente sobre esse assunto, dando-lhe a conhecer uma situação específica. “Fui confrontado com uma pessoa que andava á procura do esquema para fazer a projecção dos prejuízos e que estava com dificuldades para o fazer, e como vi em tempos uma matriz com os itens necessários para o preenchimento, expliquei-lhe, e passado algum tempo essa pessoa disse-me que foi a única a apresentar esta ficha”, relatou, mostrando-se “surpreendido”, com esse facto, uma vez que, “os prejuízos foram muitos em Arganil”. Nesse sentido o vereador da oposição alertou para que “ninguém fique de fora”, pois, sublinhou, “enquanto há pessoas que fazem o preenchimento do mapa, há outras, pela sua forma de ser que se retraem, e temos que ser nós a chegar a elas”, sugerindo que “devemos ir para o terreno junto das pessoas atingidas para que a inventariação dos prejuízos seja feita e ninguém fique de fora”. Luís Paulo Costa, deu a conhecer em seguida, e de forma pormenorizada, o trabalho que está a ser feito no sentido de efectuar o levantamento dos prejuízos. “Temos logo os mais emergentes que são os prejuízos da primeira habitação, havendo também prejuízos em algumas segundas habitações, ao nível da actividade agrícola, e também ao nível das empresas que arderam nos incêndios e que têm um enquadramento específico”, começou por explicar o presidente da Câmara Municipal de Arganil, frisando que relativamente às habitações “foi feito um levantamento muito exaustivo logo na fase inicial, processo que contou com a colaboração das Juntas de Freguesia e das IPSS´s que estavam no terreno”. O autarca, recordou em seguida que o Governo “tem tido um discurso coerente desde a primeira hora”, no que concerne ao apoio às habitações, o mesmo se passando com o apoio às empresas, em que se prevê a abertura de uma linha específica, disponibilizando “um pacote financeiro que se não chegar será reforçado”. A preocupação de Luís Paulo Costa é com os prejuízos que os agricultores tiveram uma vez que nesse sector, “as coisas são mais complexas”. “Ainda não se conseguiu perceber que regras vão ser aplicadas, o que ouvimos é que para os pequenos agricultores com prejuízos até 5000 mil euros e com obrigatoriedade de inscrição no IFAP haja apoios a 100% mas tudo o que ultrapassa este valor terá uma taxa de comparticipação de 50%”, informou ainda. “Vamos ter que aguardar por outras decisões”, acrescentou, dando ainda a conhecer que no concelho de Arganil também houve prejuízos em infra-estruturas públicas, “perspectivando-se que haja colaboração da administração central para darmos conta destes prejuízos”. Ouvindo atentamente as explicações do presidente da autarquia, Rui Silva reforçou, todavia, a sua preocupação. “A minha preocupação é de apoio aos pequenos agricultores ou aos que tinham poucos animais, e houve centenas de pessoas prejudicadas e uma vez que fica á responsabilidade da autarquia a parte agricultura, essa parte é importantíssima”, referiu o socialista, alertando para a importância “de termos o levantamento de todos os prejuízos que atingiram os nossos munícipes em termos de agricultura de subsistência”. “Temos que ir para o terreno de forma precisa, são necessárias pessoas que saibam preencher aquele quadro, se houver esse apoio as pessoas começam a aderir e ficamos com a consciência tranquila que fizemos um bom trabalho”, exortou, Rui Silva. Por seu lado, o presidente do município Arganilense, explicou que “há um técnico do Ministério da Agricultura que está uma vez por semana na zona agrária e que já demonstrou total disponibilidade para ajudar”, informando que foi também solicitado às Juntas de Freguesia, “às que tiverem meios de ajudar no registo deste levantamento que o façam”. O edil reiterou ainda que nas “situações que ultrapassem o investimento superior a 5000 mil euros as respostas não são ainda muito acordo com as expectativas, mas nos pequenos prejuízos parece existir um sistema vantajoso para estes agricultores, e para esse objectivo ser atingido é importante um levantamento feito de forma exaustiva”.