RCA gerido por direcção em exercício

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dsc_9211Pela primeira vez na história do Rádio Clube de Arganil, (RCA), que comemora trinta anos na próxima quinta feira, 13 de Abril, não surgiu ninguém disponível para encabeçar uma lista. Assim sendo, a actual direcção do RCA irá manter-se em exercício durante um mês, uma vez que não apareceu nenhuma lista, aquando da Assembleia Geral que pretendia, entre outros pontos, eleger os corpos sociais para o biénio 2017/2018.Entretanto foi nomeada pelo presidente da Mesa, Avelino Pedroso, uma comissão, encarregue de tentar angariar elementos para a formação de uma lista, tendo ficado estipulada a realização de outra Assembleia Geral, no prazo de trinta dias, com o único propósito de eleger os corpos sociais. A referida comissão é constituída pelo próprio presidente da Mesa, Avelino Pedroso, pelo presidente da direcção em exercício, Abel Fernandes, pelo vice-presidente em exercício, Jorge Humberto e pelo vereador socialista e presidente da ADIBER, Miguel Ventura. A ideia foi deixada pelo próprio Abel Fernandes, não sem antes manifestar algum desalento e “angustia”, por não ter conseguido um sucessor. “Procurei junto dos meus colegas de direcção ter algum consenso para se encontrar um presidente que constituísse uma lista e isso não aconteceu”, revelou o dirigente, afirmando que “como presidente de direcção esforcei-me mas não fui ouvido”. “Uma casa maravilhosa como esta e tão bem organizada é uma pena se não houver ninguém que a empurre”, acrescentou ainda, confessando estar “muito triste com esta situação”. Jorge Silva, vice-presidente da direcção, agora em exercício, deu a conhecer que sentiu “a pressão da direcção para me candidatar e estive quase a um passo de o fazer, mas desisti”, considerando que a “renovação também é importante”. O dirigente, que se encontra na rádio á cerca de vinte anos, não se mostrou, todavia muito optimista com a constituição de uma comissão, vaticinando que “com a actual estrutura directiva, não vamos encontrar solução e daqui a um mês estamos cá outra vez, com a mesma situação”. Mais optimista mostrou-se Jorge Humberto. O segundo vice-presidente do RCA frisou que “há aqui gente que gosta da rádio e que não irá deixa-la cair no vazio”. “Isso é um facto”, declarou, acrescentando que a “função social que a rádio tem actualmente, “é demasiado importante para se deixar cair”. Neste campo, também Pedro Pereira Alves se pronunciou, afirmando que o RCA “tem uma relevância social extraordinária”, acrescentando “que os locutores dão voz e alento, diariamente, a pessoas doentes e sós, que precisam de uma palavra amiga e de ouvir outras vozes”. O representante dos cooperantes da rádio alertou ainda que “as entidades que apoiam o RCA deviam olhar mais para este aspecto social que a rádio tem e que é importantíssimo”. Esta função social, também não passou despercebida a Abel Fernandes, reforçando que “não nos dão a importância que temos a nível social”, pois sustentou, “ajudamos muitas pessoas a combater a solidão e temos um papel muito importante nas suas vidas”.