Portugal 2020 motiva “troca de galhardetes” entre Ricardo Alves e Miguel Ventura

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sem-nomeUma moção destinada a “exercer pressão junto de algumas entidades para que as medidas do Portugal 2020, que serão geridas pelos GAL, entrem em funcionamento rapidamente”, proposta pelos vereadores socialista, e acolhida “com amplo consenso”, motivou uma “troca de galhardetes”, entre o presidente da Câmara e o vereador Miguel Ventura na última reunião do executivo. Com efeito, quinze dias depois de o assunto ter sido “acordado”, o documento não foi enviado, o que desagradou ao vereador. “O documento está em preparação e será concertado com a bancada do PS no sentido de o enviar para todas as entidades a que fizemos referência”, explicou Ricardo Pereira Alves. A resposta não satisfez Miguel Ventura, uma vez que, “se o documento/moção não for enviado brevemente poderá não ter qualquer importância, na medida em que perde a pertinência”. Pereira Alves registou “a preocupação exacerbada do Senhor vereador Miguel Ventura relativamente a este assunto”, garantindo ser também um tema “que nos preocupa, como nos preocupam outros que não merecem tanta preocupação por parte do Senhor Vereador”. Palavras que o vereador não gostou de ouvir. “Não há nenhuma preocupação exacerbada relativamente a este tema”, disse, adiantando que “já houve muitos assuntos que vamos propondo, que ficam esquecidos e jamais são falados”. Visivelmente agastado, Miguel Ventura, entende que “este é mais um exemplo de que a participação da oposição do PS na Câmara de Arganil continua a não ser valorizada e respeitada, pois não se dá sequência às nossas propostas, mesmo tendo as mesmas tido um amplo consenso na reunião anterior”. Ventura sublinha a pertinência do documento, acordado em reunião privada do executivo, e a enviar a entidades como a Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Agência para o Desenvolvimento e Coesão e CCDRC, no sentido de “pressionar” para “serem criadas as condições que permitam a abertura dos concursos associados às medidas de apoio ao empreendedorismo de base local”. Apreensivo com o atraso, adianta que, “os potenciais investidores têm procurado insistentemente informações sobre ajudas á concretização das suas ideias de negócio, e não existe qualquer tipo de resposta que possa ser dada”, o que, “está a causar um enorme descrédito, no Programa nos próprios GAL e está a conduzir á desistência dos empresários”.