Período de transição entre o QREN e o Portugal 2020 preocupa Miguel Ventura

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“O período de transição entre o QREN e o Portugal 2020 é, sem dúvida, o mais complicado e doloroso de que nos recordamos”. Palavras de Miguel Ventura, empossado ontem  para mais um mandato á frente da ADIBER, e subscritas pelos quatros presidentes das Câmaras que integram esta associação, (Góis, Arganil, Tábua e Oliveira do Hospital) e que também marcarammv presença.“Para uma associação que assumiu liderar uma ampla parceria regional e dinamizou a elaboração de uma Estratégia de Desenvolvimento Local para concretização de iniciativas e projectos essenciais para o futuro da Beira Serra, não é fácil trabalhar sem os recursos que lhe deveriam há muito estar alocados, os quais para além dos significativos e inexplicáveis cortes de que foram alvo, estão a sofrer um enorme atraso, com as consequências negativas e constrangedoras que daí advém”, sustentou o dirigente, frisando que dessa forma “está criado um ambiente de desconfiança e desmotivação entre os responsáveis das Entidades parceiras, mas também junto de todos os que criaram expectativas em obter ajudas para a resolução dos seus problemas ou para a concretização das suas ideias de negócio ou modernização dos seus equipamentos sociais ou culturais”. O presidente da direcção da ADIBER revelou que tem dado nota deste “desconforto”, às diferentes Autoridades de Gestão e a outros responsáveis, “identificando os perigos e as dificuldades associadas a algumas das opções que estão a ser tomadas, e formulando propostas concretas e facilitadoras da implementação das várias medidas em causa, no sentido de as adequar às diferentes realidades locais e, assim, ajudarem à construção de um futuro melhor para estes territórios”. Até porque, segundo o dirigente “não são necessários novos actores nos territórios,  apenas se exige confiança no trabalho dos GAL, traduzida na manutenção das condições de autonomia de decisão e de gestão de quem tem uma experiência acumulada, competências reconhecidas, proximidade e disponibilidade permanente”. E, porque, “não nos resignamos, porque acreditamos no futuro da nossa região e, sobretudo, porque queremos fazer mais e melhor pela Beira Serra”, Miguel Ventura convidou desde logo os municipios presentes, assim como outras entidades da Beira Serra, para que integrem a ADIBER como associados, de “pleno direito”, no que, afirmou,  “se constituirá como o corolário e uma evolução natural em relação à parceria já consubstanciada no Conselho de Parceiros da Beira Serra, formalizando o vínculo que há muito já nos une e garantindo, deste modo, um reforço da nossa capacidade reivindicativa”.