Dois milhões de euros para o Vale do Ceira

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Os municípios de Arganil, Góis, Lousã e Pampilhosa da Serra, em parceria com a Lousitânea – Liga dos Amigos da Serra da Lousã, estão a desenvolver um projecto que visa a recuperação e a valorização do Parque Patrimonial do Vale do Ceira, que teve o seu arranque com uma conferência, que teve lugar na Zona de Lazer da Candosa (União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, concelho de Góis). Quatro conferencistas participaram nesta iniciativa, que foi presidida pelo Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e que contou com a presença dos presidentes das Câmaras Municipais de Góis, Lousã e Pampilhosa da Serra, Lurdes Castanheira, Luís Antunes e José Brito, respectivamente, e do vice-presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa.Anunciando que “conseguimos mobilizar uma candidatura a um fundo europeu norueguês e temos cerca de dois milhões de euros para investir no projecto”, o representante do Governo explicou que este é “um projecto de várias dimensões”, sendo uma delas “mais associada ao carácter hidráulico do rio, às nossas águas subterrâneas, e que está associado a implicações das alterações climáticas”. Para além disso, este projecto tem “uma dimensão patrimonial, em que procuraremos recuperar algum património ligado à água, moinhos, azenhas e hidroeléctricas, que possam ter um valor acrescido para dar atractividade ao território”, adiantou, acrescentando que tem uma outra dimensão que visa “fazer uma ligação das populações ao rio, no sentido de o tornar atractivo para outros usos, mais lúdicos e até desportivos”.Garantindo que se pretende também preservar “a fauna e a flora” autóctones, o Secretário de Estado do Ambiente deu ainda a conhecer que o projecto implica “monitorizar muito melhor o rio, em termos de informação hidráulica, avisos à população, associados às questões das cheias e de risco”, permitindo criar, a título experimental, “três postos de trabalho, pelo menos durante três anos, numa figura que diremos de vigilante do rio” e que é “alguém que recolhe essa informação nos postos de monitorização hidráulica mas, ao mesmo tempo, será um vigilante de usos menos correIMG_7926ctos da nossa água”, sustentou. “É um projecto que se vai desenvolver, seguramente, durante dois anos”, assegurou, anunciando que “queremos iniciá-lo no terreno a partir de Janeiro”. Até lá, “queremos aproveitar este meio ano para fazermos estudos”, acrescentou Carlos Martins, sublinhando que esta conferência foi “o ponto de partida” que serviu para “seleccionar um conjunto de ideias”.