Casa do Povo de São Martinho da Cortiça adia implementação da creche

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dsc01984A Assembleia Geral da Casa do Povo de São Martinho da Cortiça aprovou por unanimidade o Plano de Actividades e Orçamento para o corrente ano, que apresenta como principal objectivo, prosseguir com a intervenção na área da educação de crianças e jovens e “manter a qualidade de oferta na dinamização de actividades na componente de apoio ao CATL”. No decorrer deste ano, pretende-se também angariar fundos para reabilitar o seu edifício-sede que necessita de uma intervenção sobretudo ao nível do telhado e da acessibilidade a pessoas de mobilidade reduzida. Adiantando que “assegurar as melhores condições de trabalho para os funcionários e colaboradores” é outros dos propósitos para este ano, a direcção deu ainda a conhecer que a Casa do Povo irá reforçar as parcerias com outras instituições, sem deixar de “garantir o funcionamento e a celebração de acordos com a Segurança Social para as respostas sociais do CATL”. Das acções previstas para este ano consta ainda a comemoração do aniversário da Casa do Povo, a organização de outros eventos e “promover e fortalecer as ligações entre a instituição, os utentes e a comunidade local”. Por outro lado, um dos projectos á muito ansiados – a criação de uma creche – que seria implementada na antiga escola de Pombeiras, depois de requalificada, não será possível, pelo menos para já, por motivos financeiros. Lamentando a falta de apoio por parte da população local, o presidente da direcção da Casa do Povo informou que não há verbas para levar a efeito este projecto. “Todos gostaríamos de ver uma creche a funcionar mas falta a envolvência de todos para que as obras surjam”, referiu Marco Marques, explicando que tal não é possível “apenas com os 90 euros dos sócios recebidos em 2015” e a quotização de 2016. Paula Nunes também constatou que “o projecto da creche seria muito bom mas tem de ser adiado mais uma vez porque não há dinheiro”. “Está arrumado na gaveta com muita pena nossa”, lamentou a secretária da Casa do Povo, congratulando-se no entanto, com o facto de o Centro de Atividades de Tempos Livres (CATL), se manter em funcionamento, apesar de haver faltas de pagamento por parte de alguns pais. Marco Marques também se mostrou satisfeito por continuarem a apostar no funcionamento da valência do CATL, enfatizando porém, que, para manter esta valência, contam com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Arganil que “garante a cedência de uma assistente social e, conforme exigência da tutela, a direcção técnica do CATL”. Assegurando que “estamos a ir no bom caminho, não perdendo o equilíbrio das nossas contas, e os serviços estão a ser assegurados”, o dirigente confessou que “desde que tomámos posse foram meses desafiantes”. “Tivemos de dar alguns murros na mesa”, desabafou ainda, sem querer entrar em pormenores.