Campanha Solidária em Arganil

Download PDF

Três mortos, 25 mil hectares de área florestal ardida, mais de 100 habitações destruídas (mais de metade, de primeira habitação), centenas de cabeças de gado que sucumbiram, explorações agrícolas destruídas e várias empresas afectadas, é este o balanço dos prejuízos causados pelos últimos incêndios que deflagraram no concelho de Arganil. “Se não fosse a acção das populações em defesa das nossas aldeias, as consequências seriam ainda mais trágicas”, garantiu Ricardo Pereira Alves ao RCA, contando que “com a velocidade do vento e a temperatura que se fazia sentir, seria muito difícil, mesmo com mais meios, suster estes incêndios”, até porque “atingiram todas as freguesias do concelho”, sublinhou.Lamentando sobretudo “o falecimento de três pessoas”, o presidente da Câmara de Arganil enalteceu, contudo, que “agora é tempo de renascer”, procurando “repor a normalidade, dar esperança às famílias que perderam tudo, dar conforto aos empresários que têm de reerguer as suas empresas e procurar repor também as infraestruturas públicas que foram afectadas”. Assegurando que, neste momento, “temos soluções, ainda que provisórias, para as famílias que ficaram sem nada”, o autarca explicou que a Câmara Municipal está a contar, para o efeito, com “o suporte das Juntas e Uniões de Freguesias do concelho, IPSS’s, associações regionalistas, familiares e vizinhos”. Entretanto, e depois do levantamento das necessidades das populações afectadas, que está a ser feito por técnicos, no terreno, “faremos um processo individual para cada uma das habitações, no sentido de procurar apoios para a sua reconstrução”, revelou Ricardo Pereira Alves, lembrando que, entretanto, o município tem ainda ao dispor um Gabinete de Apoio às Vítimas dos Incêndios, que está a funcionar no Gabinete de Acção Social – Centro de Actividades Juvenis, onde “é dado apoio social e psicológico às vítimas”.“Quem necessitar de ajuda, não hesite em contactar-nos”, apelou, lembrando que o município, através do referido Gabinete e da Loja Social, está também a levar a efeito uma campanha solidária de recolha de bens, cujo ponto de entrega funciona no Espaço Multiusos da Cerâmica Arganilense. Enaltecendo que as pessoas podem doar “géneros alimentares não perecíveis, roupa, ração e palha para os animais”, o presidente da Câmara de Arganil esclareceu que os interessados em ajudar podem fazer a entrega dos bens, de segunda à sexta, e aos sábados, entre as 9h00 e as 20h00, e aos domingos, entre as 9h00 e as 13h00. Dando ainda a conhecer que “temos ainda várias aldeias sem energia”, o responsável pela Protecçãoad2d3cc26fc588246cea95440c3fb9e1_N Civil no concelho alegou que outra das prioridades passa por repor o abastecimento de água, pelo que “estamos a procurar recorrer a outras soluções, nomeadamente a geradores”. “Para além disso, temos as comunicações que ainda não estão disponíveis em todo o concelho”, acrescentou, reforçando que “a nossa principal prioridade é olhar para a frente e fazer renascer o concelho”.