Bombeiros Voluntários de Coja solicitam apoios á Câmara Municipal de Arganil

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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coja aproveitou a realização da reunião de Câmara para solicitar alguns apoios e efectuar alguns pedidos ao executivo de maioria social-democrata. Com efeito, Paulo Silva, começou por recordar que a associação da qual é vice-presidente, recebeu durante o ano transacto da autarquia de Arganil, 61 pedidos para abastecimento de reservatórios de água localizados no concelho, “os quais sempre foram satisfeitos, acarretando uma despesa extraordinária de 6.473,00 euros á tesouraria da nossa instituição”. Entretanto e, “para satisfazer os mencionados pedidos, tivemos que recorrer á contratação de motoristas e ajudantes, além das despesas inerentes aos nossos veículos, que percorreram 2.851 Kms com a prestação deste serviço”. Nesse sentido, o dirigente, “para fazer face a estas despesas”, solicitou á autarquia, “ a atribuição de um apoio extraordinário não inferior a 10.000,00 euros destinado ao financiamento das despesas já efectivadas assim como a despesas futuras com a continuação dos mesmos fornecimentos”. A Associação teve ainda uma despesa no valor de 1. 827,44 euros, referente ao serviço de prevenção á gala final das 7 Maravilhas – Aldeias, na aldeia histórica do Piódão, que “até agora não foi recepcionado”. Alem disso, o dirigente referiu-se ainda ao limpa neves, viatura que está ao serviço da protecção civil/município de Arganil, que tem um equipamento que necessita de ser reparado ou substituído, para colocar o veículo operacional “na limpeza de estradas no alto concelho”, cujo valor previsto é de 6.045,45 euros. A revisão do montante de apoio anual a atribuir às Associações de Bombeiros Voluntários do Concelho de Arganil, foi outro dos pedidos de Paulo Silva, tendo em consideração, “os relevantes serviços prestados pelas duas associações existentes no nosso concelho, em especial a de Coja que tem como sua responsabilidade a defesa de um vasto património florestal público”, apontando como exemplos, “a Mata da Margaraça, a Fraga da Pena e “parte substancial” da Serra do Açor. Nesse sentido o dirigente, “apelou á revisão do valor de compensação para pelo menos 10.000, 00 por mês em consonância com os subsídios dados pelos concelhos limítrofes, ao invés dos 916,66 euros por mês, não esquecendo que está prevista a criação de Equipas de Intervenção Permanente”.  Por fim, Paulo Silva, informou ainda que os Bombeiros Voluntários de Coja, “precisam urgentemente de substituir parte dos veículos que constituem a frota de socorro, quer seja pelos anos, ou pelo número de Kms, que as mesmas possuem, assim como, adaptá-las á legislação em vigor”. “Acontece que para podermos continuar a prestar socorro á nossa população, solicitamos um apoio extraordinário para aquisição de pelo menos uma ambulância de tipologia A2, cujo preço ronda os 50.000, 00 euros, valor incomportável para a tesouraria da nossa instituição”, confessou ainda Paulo Silva. Relativamente ao transporte de água, Luís Paulo Costa, referiu que essas “despesas sempre foram assumidas pelo município”, reconhecendo, “de forma muito vincada” a acção dos bombeiros nesta matéria”, e, sublinhando que, “sempre que foi solicitada a colaboração dos Bombeiros de Coja para garantir o abastecimento de água às populações, regra geral, houve uma resposta positiva por parte da Associação”. Já no que concerne às despesas referentes com a gala 7 Maravilhas – Aldeias, o presidente do município de Arganil confessou que, “não percebo porque não está resolvido”, garantindo que “naturalmente cuidarei de perceber o que se está a passar e rapidamente serão ressarcidos desse valor”, adiantando que no que respeita ao apoio solicitado para a aquisição de uma ambulância, “avaliaremos o pedido e dentro das possibilidades da autarquia não deixaremos de responder positivamente”. Por último e quanto “á questão do limpa neves”, o autarca confessou que, “em questão ao valor que solicitam, devemos todos considerar em abono da verdade, que, 2018 será porventura o ano mais infeliz de sempre para se colocar esta matéria em cima da mesa, principalmente quando a maioria dos argumentos que aqui estão, nomeadamente Mata da Margaraça, Fraga da Pena, Serra do Açor, o que temos por garantido é que em 2018 infelizmente a probabilidade de arderem é neutra”. Assim sendo, prosseguiu, “para nós, autarquia, para 2018 este assunto não assume particular importância nessa perspectiva, mas também entendemos que aquilo que é colaboração com os Bombeiros quer de Coja quer de Arganil, deve assentar essencialmente numa perspectiva de investimento, daquilo que pode ser o trabalho no terreno dos Bombeiros e não de dinheiro a título de despesa corrente”. Considerando que, “as prioridades daquilo que deve ser o papel dos bombeiros para 2018 se alteraram significativamente”, o presidente da Câmara Municipal de Arganil afirmou que, quer os Bombeiros do concelho de Arganil, quer os de Coja, “têm sabido demonstrar que com menos dinheiro do que aquele que outros recebem é possível fazer mais e ter as instituições do ponto de vista financeiro equilibrado”. Continuando sem responder directamente a Paulo Silva, o autarca disse apenas que, “a questão do dinheiro tem que ser vista num sentido mais lato, essencialmente considerando a criação de Equipas de Intervenção Permanente, um assunto em que teremos que reflectir conjuntamente”.DSC_0581 (1)