Associação Filarmónica de Arganil promoveu concerto de Primavera com Orquestra Juvenil

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O auditório da Cerâmica Arganilense encheu na tarde de domingo para o concerto de Primavera da Associação Filarmónica de Arganil, que desta vez também contou com a apresentação da Orquestra Juvenil da Escola de Musica da Banda. “As peças que apresentamos nestes concertos são sempre novas, embora haja uma ou outra que se repita, como é o caso da música da homenagem que fizemos ao padre Manuel Vasconcelos Delgado, que encomendámos para esse efeito e que vai ser novamente tocada neste concerto”, revelou no inicio do concerto Artur Dinis, acrescentando que se trata de “uma marcha que ficará na história da Filarmónica, pois mais ninguém toca aquilo, é inédita”. Relativamente á orquestra, o presidente da direcção da Filarmónica de Arganil revelou que a ideia partiu do maestro da Banda, tendo essencialmente um objectivo “pedagógico”. “Esta orquestra foi uma ideia do maestro para que os meninos se habituem a tocar em conjunto e se desinibam mais quando forem para o ensaio da Banda, não foi criada para fazer concertos”, sublinhou o dirigente, acrescentando que actualmente a escola de música conta com quase quarenta elementos, ressalvando porém que nesta orquestra só iriam tocar cerca de dez elementos, os que estão mais adiantados e que já tocam á vontade os instrumentos”. “A escola de música é a base fundamental de uma banda, se tivermos uma boa escola temos sempre uma banda rejuvenescida”, afirmou Artur Dinis, adiantando que a escola “está a andar muito bem e brevemente iremos repor mais dois ou três elementos nas fileiras da banda”. Enaltecendo o trabalho desenvolvido pelo maestro, o responsável frisou que “o nosso maestro trabalha semanalmente e quando termina o ensaio para um concerto, começa de imediato a trabalhar para o próximo concerto,  neste caso, ou para a Feira das Freguesias ou para o do nosso aniversário que é em Julho”. Satisfeito com a abertura do pólo do Conservatório de Música de Coimbra, em Arganil, Artur Dinis, referiu que “só mais tarde começará a dar frutos, pois só começou em Janeiro, mas está a correr muito bem e embora só funcione até ao quinto grau, que é o básico, já é muito bom”. E quem não tiver possibilidades de adquirir um instrumento, o dirigente assegura que podem contar com a Filarmónica, pois, revelou, “nós podemos emprestar instrumentos, para que os pais não tenham que gastar dinheiro, basta inscreverem-se na escola de música”. Relativamente á mudança para a Casa das Colectividades, que alberga as associações de Arganil, o dirigente, adianta que “em termos da escola de música vamos terminar este ano lectivo nas instalações que temos e depois mudamos, mas ao nível de ensaio da Banda iremos mudar brevemente”. Já a actual sede, instalações pertencentes á Casa do Povo de Arganil, “mas onde investimos muito dinheiro para termos condições”, a ideia é que, “continue debaixo da nossa alçada, vamos tentar fazer uma sala nobre onde teremos troféus, exposição de fardas e instrumentos antigos, para que as pessoas possam ver”.  Por ultimo e a propósito da Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja, que perdeu muitos instrumentos na explosão ocorrida em Gondelim, Artur Dinis, adianta que “gostaria que se organizasse um concerto solidário conjunto entre as cinco Bandas do concelho”, pois, reforçou, “a Filarmónica de Coja está a precisar de ajuda”.

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