António Costa visitou Murtinheira, Vila Nova do Ceira

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DSC03173Acompanhado pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, pelo ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, e pelo Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, o primeiro-ministro, António Costa deslocou-se à Murtinheira, freguesia de Vila Nova do Ceira, onde visitou uma exploração agrícola afectada pelo incêndio ocorrido em meados do corrente mês, no concelho de Góis. O chefe do Governo percorreu também a pé algumas das áreas ardidas na localidade, com Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, tendo oportunidade de contactar com alguns dos proprietários das explorações dizimadas pelo fogo, que lhe agradeceram a “ajuda rápida” do Governo, ao nível da alimentação dos animais que ficaram sem nada para comer. António Costa, por seu lado, anunciou que será assegurado “um total de cinco mil toneladas de alimentação para os animais”, durante 45 dias, garantindo que “se for necessário”, este prazo “será prolongado”. Ainda assim, ressalvou, “se o clima ajudar, não vamos prosseguir a distribuição de alimentação artificial, quando houver pastos naturais”, revelando que nesta operação da distribuição de alimentação para os animais estão envolvidos “cerca de 100 militares”. Relativamente ao dispositivo que se encontra activo durante este “período crítico de incêndios”, o primeiro-ministro adiantou que o mesmo irá manter-se “até quando o clima o exigir”, frisando que “a proibição das queimadas estava até ao dia 31 de Outubro mas já foi prolongada até ao dia 15 de Novembro”. Também “os meios que temos e que foram reforçados, vamos mantê-los disponíveis, enquanto for necessário”, assegurou, sublinhando que “neste momento, ninguém pode ter a certeza de quando o tempo muda” e “se entrarmos em Novembro como o tempo está agora, temos de prolongar o tempo do dispositivo”. “Mais vale sermos cautelosos, do que voltar a ter esta situação”, acrescentou ainda. Recordando que “o que potenciou muito do que aconteceu no passado dia 15 de Outubro” foram “as primeiras queimadas”, o Chefe do Governo revelou que as patrulhas que estavam no terreno, na passada sexta feira de manhã, “detectaram pessoas a fazer queimadas”, quando estas “estão proibidas até ao dia 15 de Novembro”. “Não podemos criar situações de risco”, alegou, considerando que “temos de nos adaptar à realidade do clima com que estamos”. Explicando ainda que estão 88 patrulhas no terreno “em todo o território nacional, com particular incidência nas zonas do interior Centro e Norte e também na região do Algarve”, sobretudo “para detectar incendiários e fogo posto mas também para detectar estes comportamentos diligentes”, António Costa lembrou que “também há restrições relativas à caça, para evitar mais situações de risco nesta época”. Parca em palavras, Lurdes Castanheira, agradeceu apenas o “apoio que tem sido facultado” pelo Governo, acrescentando que “temos de ter tolerantes, compreensivos e pró-activos e também dar o nosso contributo nesta que foi uma calamidade”.