António Costa presidiu á cerimónia de lançamento da primeira pedra do Parque Municipal de Góis

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O Primeiro-ministro António Costa presidiu esta manha á cerimónia de lançamento da primeira pedra do Parque Municipal de Góis. Situado na rua da Costerinha,a obra, orçada em mais de um milhão de euros, será até ao momento unicamente suportada pelo município de Góis. Como tal e aproveitando a presença do Primeiro-ministro, Lurdes Castanheira solicitou o apoio do Governo. “Este é um investimento que após concluído ascenderá a mais de um milhão de euros, da exclusiva responsabilidade do município de Góis, o que condicionará a intervenção de outras obras que o concelho reclama”, frisou a presidente da Câmara Municipal de Góis, sustentando que “é por este motivo, sobretudo pelos Goienses, que solicito o vosso empenho para que torne possível a assinatura de um contrato-programa, através do qual a administração central possa apoiar  esta importante obra, aliviando o elevado esforço financeiro que estamos a efectuar”. “O que pedimos é tão somente a solidariedade do Governo para com uma população que também foi fortemente solidária com o país nos momentos difíceis que atravessou e ainda atravessa”, recordou  apontando como exemplos o encerramento do Centro Municipal de Saúde e Acção Social, as escolas do 1º ciclo ou a extinção de duas freguesias.  Lurdes Castanheira não esqueceu as acessibilidades, “sensibilizando”, o Primeiro-ministro para  “a importância do novo traçado da EN 342 que nos aproxime da A13 em Lamas e da A1 em Condeixa e fomente os movimentos pendulares entre os concelhos vizinhos, nomeadamente Arganil e Lousã, sem esquecer a ligação a Coimbra pela EN 17, uma via que não responde ás exigências de uma sociedade desenvolvida em pleno século XXI”. Já António Costa, não respondendo ás solicitações de Lurdes Castanheira, começou por referir que “a pedra angular da reforma do Estado é a descentralização”, ou seja, explicou, “dar aos municípios e ás freguesias mais competências e mais recursos para que em conjunto possamos gerir melhor o nosso país e melhorar muito a qualidade e eficiência da nossa administração publica”. O Primeiro-ministro congratulou-se também pelo facto de a Comissão Europeia ter proposto que Portugal “saísse do procedimento de défice excessivo”, considerando o  gesto, “um sinal de confiança no futuro do país e na nossa economia”. Ainda assim, declarou, “há mais vida para além do orçamento, temos que continuar a trabalhar para reforçar a confiança dos agentes económicos, dos cidadãos, para que os empresários possam investir e criar mais e melhor emprego e mais riqueza”. António Costa alertou ainda, que “é preciso executar o nosso Programa Nacional de Reformas em todas as suas vertentes”, destacando a valorização do território, que no seu entender, “tem que ser feita na sua diversidade” e “apostando na floresta como fonte de riqueza e de grande oportunidade”. “A floresta não pode ser só uma má noticia no Verão, tem que ser uma boa noticia todos os dias do ano”, declarou. O Governante regozijou-se ainda pelo facto de os “municípiosDSC_9653DSC_9670DSC_9787DSC_9713 serem parceiros estratégicos neste grande esforço de todos para o desenvolvimento do país”, vaticinando que “temos que continuar com este trabalho de desenvolvimento para termos cada vez maior coesão e igualdade de oportunidade para todos”.