35 anos da Área Protegida da Serra do Açor

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fotoO descerramento de uma placa na Casa Grande, localizada na Mata da Margaraça, por Sofia Castel-Branco da Silveira, vice-presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e por Ricardo Pereira Alves, presidente da Câmara Municipal de Arganil, serviu para assinalar os 35 anos da Paisagem Protegida da Serra do Açor, onde a Mata da Margaraça se encontra integrada. Oportunidade também para duas alunas da Escola E.B. 2 e 3 Professor Mendes Ferrão de Coja (Joana Tavares e Eduarda Simões) darem a conhecer o projecto “A Escola vai à Mata da Margaraça – Olhares da Mata”. Em causa está um programa de cidadania activa ecológica que começou a ser desenvolvido no ano passado e que de acordo com Maria Assunção, coordenadora do mesmo “privilegia o ensino fora da sala de aula, com o intuito de valorizar a Mata da Margaraça”. Por seu lado as discentes acrescentaram que “o nosso desafio foi olhar a Margaraça de várias formas”, frisando que a Mata da Margaraça é “uma magnífica sala de aula para todas as disciplinas”. Em representação da secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, esteve a vice-presidente do ICNF, Sofia Silveira que se mostrou desde logo satisfeita pela presença elevada de jovens na referida cerimónia. “Espero, nesta manhã, aprender mais convosco do que aquilo que conheço da própria Mata”, vaticinou a dirigente, confessando que “seria um privilégio para todas as matas e áreas protegidas do nosso país fazerem 35 anos com uma presença tão jovem a acompanhar esse aniversário”. A vice-presidente do ICNF apelou aos jovens que “continuem a abraçar estes projectos e estejam, tal como nós, firmemente convictos de que Portugal é um país que se distingue pelo seu valor e pela sua biodiversidade”. “São pequenas riquezas como esta Mata da Margaraça que nos distinguem, mas, para que isto possa ser incorporado naquilo que é a diversidade do país, precisamos de gente nova”, aventou, sublinhando que “é muito importante para nós termos este tipo de iniciativas e vermos a escola e os municípios connosco. Na cerimónia, em que também marcaram presença, Alfredo Martins e Carlos Ramos, respectivamente, presidente da Junta de Freguesia de Benfeita e tesoureiro da União de Freguesias de Coja e Barril de Alva, interveio ainda Leonor Simões, tendo encerrado as intervenções Ricardo Pereira Alves. A subdirectora do Agrupamento de Escolas de Arganil, começou por se dirigir aos alunos, agradecendo-lhes “todo o vosso empenho e dedicação” e desejando-lhes “os maiores sucessos para esta fase de desenvolvimento do vosso projecto”. Declarando que “iniciativas como esta são bons exemplos daquilo que a comunidade e a escola podem e devem fazer para que os nossos jovens adquiram as aprendizagens essenciais e tenham acesso a uma educação de qualidade”, a dirigente, sublinhou ainda que “a nós, à escola e à comunidade, cabe-nos despertar e promover a curiosidade intelectual e criar cidadãos que, ao longo da sua vida, valorizam o saber”. Por último, o presidente da Câmara Municipal de Arganil, confessando que os alunos deram “um brilho especial a esta cerimónia”, enalteceu o “interesse” do Agrupamento de Escolas de Arganil pela Mata da Margaraça que, no seu entender, é “uma jóia daquilo que é a preservação dos valores naturais e da atractividade do nosso concelho”. Advogando que “as nossas preocupações com o desenvolvimento sustentável devem estar na primeira linha da nossa acção”, o edil enfatizou que é necessário “dar cada vez mais brilho a esta pérola que temos e que se chama Mata da Margaraça”.