25 Anos

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FERNANDO JOSÉ BRANDÃOFernando José Brandão

Costuma dizer-se que o homem sonha e a obra nasce. De facto, esta velha máxima aplica-se na perfeição a Fernando José Brandão, o homem que, no não muito longínquo ano de 1981, resolveu fundar a Rádio Clube de Arganil.

Estava-se, nessa época, numa fase de proliferação das designadas «Rádios piratas» que, pouco a pouco, foram surgindo um pouco por todo o país, com a intenção de dar mais relevo aos acontecimentos locais e fazendo uma rádio de proximidade que pudesse estar mais junto das populações.

Foi na sua própria casa que funcionaram os primeiros estúdios com um emissor muito rudimentar e uma antena de fraco poder de cobertura instalado no telhado.

Seguidamente, foram mudadas as antenas para o Mont’Alto permitindo uma melhor cobertura e começando já aí a criar nas populações hábitos regulares de audição.

Durante este período, muitos foram aqueles que passaram pelos seus estúdios que é o mesmo que dizer… por sua casa. Alguns atuais locutores deram aí os primeiros passos como, por exemplo, Abel Fernandes, com meios rudimentares e sem as potencialidades técnicas hoje existentes.

Como curiosidade, registe-se o facto de, ainda nesta fase inicial, terem sido entrevistados, em Arganil, o Primeiro-Ministro Cavaco Silva e, mais tarde, o Presidente da República Mário Soares.

Com a publicação de legislação, por parte do governo, as rádios piratas tiveram que partir para o processo de legalização ou, caso contrário, teriam que cessar a sua actividade.

A Rádio Clube de Arganil, graças ao seu entusiasmo e à de outros grandes arganilenses, optou pela legalização, passando a constituir-se como cooperativa, ou seja, como uma empresa autónoma.

Fernando Brandão ainda integrou a Comissão Instaladora mas, a partir daí, deixa de integrar os elencos directivos seguintes, embora ainda tenha continuado a fazer alguns programas, como locutor.

Depois de um período de afastamento, regressa à locução com um programa à quinta-feira com Julieta Mateus, por convite do presidente da direcção Jorge Silva que o traz também de volta à direcção no biénio de 2003/04.

Desde então, tem permanecido nos órgãos sociais desta cooperativa sendo um elemento que muito tem contribuído com o seu espírito crítico e com as suas ideias.

A Rádio e todos aqueles que a dirigem ou têm dirigido, tem uma grande dívida de gratidão por saldar relativamente a este homem. Hoje, não pretendemos, de forma alguma, saldá-la completamente mas, antes, reconhecer o seu papel dinamizador e impulsionador num ano em que se comemoram 25 anos de legalização.

Pelo seu papel e importância na construção da Rádio na nossa região, a direcção entendeu homenageá-lo através da colocação de uma placa que seguidamente vamos descerrar.


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